2023-07-04 17:00:08
PSD/Praia da Vitória destaca seriedade e correção da autarquia na reestruturação municipal
A Comissão Política Concelhia do PSD/Praia da Vitória destacou hoje “a seriedade e a correção da autarquia na reestruturação municipal em curso”, frisando que “as opções políticas deste executivo têm fundamento técnico, em que os dados mostram que não existe autonomia financeira para manter a estrutura existente da Cooperativa Praia Cultural”.
“Como tal, a reestruturação dos recursos humanos na Cooperativa Praia Cultural advém inteiramente da má gestão socialista, que contratou sem qualquer tipo de critério e sem garantir a sustentabilidade dos recursos humanos e materiais da Câmara”, referiu o vice-presidente da estrutura, Rafael Lima.
“Face à fragilidade financeira do Município, este executivo camarário arregaçou mangas e foi em busca de ajuda externa, face ao descalabro encontrado, em 2021. Lamentavelmente o PS, não consegue fazer a interpretação dos números, nem tão pouco apresentar alternativas, limitando-se ao ataque partidário, para tentar fazer esquecer o passado”, explica.
“Que o BE desconheça a pesada herança deixada pelo PS na Praia da Vitória, ainda se percebe, agora o PS, com grupo eleito em Assembleia Municipal e vereadores na Câmara fazer de conta que o passado não aconteceu, é no mínimo caricato”, afirma o social-democrata.
Para a concelhia do PSD, “a auditoria externa financeira e de recursos humanos foi bem clara, assim como são claras as intenções do atual executivo. O tempo em que se fazia dívida para pagar dívida acabou na Praia da Vitória e, felizmente, os cidadãos praienses estão cientes disso mesmo”, apelam.
“O tempo em que se camuflavam dívidas e se fazia transparecer que tudo era perfeito, destinou um caminho inglório para o Município, fruto de uma gestão ruinosa, onde imperou o incumprimento, e não se cumpriam as orientações do Tribunal de Contas (TdC), acabou”, avança o PSD/Praia da Vitória.
Rafael Lima lembra que a Assembleia Municipal da passada sexta-feira “aprovou a internalização parcial da Cooperativa Praia Cultural na Câmara Municipal, concretizando-se mais uma etapa do processo de reorganização e resolução financeira da autarquia”.
“Internalizar os ativos e passivos da Praia em Movimento e da Sociedade para o Desenvolvimento do Concelho da Praia da Vitória é trazer para a esfera municipal o que estava camuflado através da cooperativa, o que esconderam à revelia da lei. Até porque, na prática, já é a Câmara Municipal que suporta todos os custos daquelas empresas, só o PS assobia para o lado e não vê isso”, afirma.
Segundo o dirigente, “o PS nunca refere o que diz o Tribunal de Contas no relatório de 2023, na auditoria à reforma do Setor Empresarial Local. Não se refere aos mais de 34 milhões de euros transferidos para aquelas empresas entre 2012 e 2021, pois foram esses os valores transacionados, em anos de gestão socialista”, aponta Rafael Lima.
“Só no caso da Associação Teatro Praiense, foram transacionados mais de 17 milhões de euros, valores que não se contabilizavam para o endividamento municipal junto da Direção Geral das Autarquias Locais. Pelo que foi esta Câmara a trazer a público o que estava escondido, e que está a clarificá-lo, trabalhando numa solução responsável”, acrescenta.
“Não vamos perpetuar os incumprimentos do passado, que desrespeitaram sempre uma entidade soberana como é o Tribunal de Contas”, adianta, sublinhando que “a solução encontrada regulariza o processo administrativo e financeiro, e permite o processo de reestruturação dos serviços e de resolução financeira do Município”.
O dirigente social-democrata realça “o trabalho diário ponderado deste executivo camarário, face aos alertas e recomendações dos diversos relatórios do TdC, dos resultados da auditoria contratada e em prol da legalidade. Só assim será possível sustentar o desenvolvimento do concelho, e não podemos sequer pensar no descalabro que significaria um regresso do PS ao poder na Praia da Vitória”, concluiu Rafael Lima.